Friday, June 13, 2008

Pétalas ao vento… para vocês.

O blog anda problemático ultimamente.

Por isso resolvi plantar as minhas flores noutro local.

Espalhei as pétalas pelo vento.

Para que ele as levasse ao coração dos que as amaram durante a existência do blog.

Mudei agora o meu jardim.

No entanto, continuarei a largar flores ao vento, para que todos as possam receber.

Talvez volte a escrever aqui, talvez não.

Tenho pena dos problemas informáticos que este espaço tem dado.

Enfim, uma nova época primaveril me espera aqui:

http://almasdchocolate.blogspot.com/

(aguardo as visitas dos amigos ao meu novo “jardim”)

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Thursday, May 22, 2008

Retrato de ansiedade

 

(acontecimentos de dia 21 de Maio)

                Parecia que tudo se havia reunido num sorriso súbito, um sorriso liberto do coração, preso nos lábios. Sentia-se orgulhosamente mulher, com uma confiança e vaidade desmedidas, como se trouxesse nas roupas femininas toda a vontade colossal de viver. No rosto uma normalidade falsa, nos olhos uma ansiedade única. Sentia-se curiosamente feliz e nenhuma máscara senão a da própria felicidade a poderia esconder. A rádio tocava músicas pouco comuns ao quotidiano, mas apetecia-lhe ouvir músicas diferentes do habitual, enquanto fazia do assento do automóvel a sua espera. E era como se repentinamente não houvesse rádio, mas houvessem orquestras sinistras no coração, onde batidas ansiosas ecoavam pelo miocárdio e se repetiam nos olhos, num brilho incomum.


         Sobre os olhos, o lápis preto desenhara um traço de realce, como se não fosse os olhos que quisesse marcar, mas sim a sua presença. Ela vestiu o coração de esperança, como se o verde dos olhos estivesse subitamente trancado também no coração. Arranjou o cabelo. Reparou no realce dos olhos e gostou do verde deles, como se subitamente eles fossem frutos verdes. Ela sentia-se extremamente criança, trancada numa casa de bonecas, onde o mundo da fantasia girava ao redor dos seus cabelos negros. Sentia uma felicidade infantil. Tinha medo, ansiedade, mas também esperança. Caminhou pelo corredor. Disseram-lhe que estava bonita como nunca. Apreciaram-lhe a roupa. E ela caminhou pelo corredor, com o coração a bater, nas músicas descontroladas de um uma ansiedade amorosa que o seu coração contratara contra a sua vontade, mas que lhe sabia bem. Trazia na expressão facial um olhar triunfante,  feliz, nas maçãs do rosto um tom avermelhado. Sorriu para si mesma. Ao seu lado, as amigas, para uma segurança única que só ela sentia. Caminhou, sentia o seu rosto quente, como cerejas, deliciosamente maduros. Sentia vergonha, mas também uma auto-estimava invulgar.  E caminhava, com o olhar entre o triunfante e o envergonhado, numa vontade súbita de correr enfrente e a de voltar a correr para trás. Mas não, ela não iria para trás, não o poderia fazer, o coração não lho permitia, nem ela o queria. Ao fundo, a porta. Aguardou que a abrissem. Enquanto isso, pousou o olhar no chão. Lá em baixo, nos seus pezinhos 36, as favoritas All Stars. Sentia-se bem para si mesma com elas. As All Stars eram os seus sapatinhos de cristal como Cinderela moderna. E ela voltou a sorrir para si mesma, e a porta abriu-se, lá dentro, a sua esperança, a sua ilusão.


 

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Monday, May 12, 2008

Me… by Florbela Espanca


“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!”

[Pic1 Butterfly_by_Wiink]

Florbela Espanca

[Note1: Quero uma borboleta assim para fotografar.]
[Note 2: Sinto-me sem imaginação.]

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Friday, May 2, 2008

Pintar-me de sonhos



Hoje quero pintar os olhos da cor dos meus sonhos e desenhar neles o traço da esperança. Colocar nos olhos a imagem do infinito e estampar na boca a sede dele. Hoje tenho fome de amor, mas sinto na boca o sabor dos sonhos. Hoje quero vestir-me de mim, dessa criatura que é uma mistura complexa de passado, presente e futuro, com um universo paralelo de sonhos demasiado especiais para enquadrar em alguma dessas dimensões, sonhos demasiados pesados, mas suficientemente leves para caberem em mim.

Hoje quero fotografar os sonhos, reflectindo neles o mundo. Quero fotografar-me a mim, fotografar-te a ti, fotografar os outros e aqueloutros, registando expressões de gregos e troianos. Hoje quero pintar as palavras, e atribuir palavras ao indefinível. Hoje quero alongar os meus cabelos, numa proporção que sirva de ponte entre as duas margens da vida, estabelecendo a união do meu céu com o meu chão. Hoje quero deixar gravado na minha pele o perfume dos deuses selvagens e roubar uma pena de anjo para lhe memorizar o toque.

Hoje apetece-me pintar os lábios com todos os sonhos que guardo na alma e trazê-la desenhada no peito, num misto de cores e palavras sentidas. Hoje apetece-me trazer a alma no exterior, estampada nos lábios, traduzida na boca, definida nas palavras e estampada nos olhos. Hoje queria trazer na língua o sabor do chocolate e rechear os sonhos com ele, juntando-lhe pitadas de coragem. Hoje apetece-me ler-te os pensamentos como se fosse uma deusa a que não resistisses e deixar no teu rosto o vermelho dos meus lábios. Hoje, sim, hoje, quero ser fada, anjo, rainha e mulher. Hoje quero ser eu numa outra perspectiva, numa perspectiva vestida de bruxas inexistentes que pintam feitiços com ingredientes secretos. Numa perspectiva diferente, mas igual a mim mesma, em que o reflexo do espelho e o reflexo da alma se encontrem na mesma tinta, com o mesmo sonho na boca e a mesma mulher no sonho.



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Thursday, April 10, 2008

Actualmente… Cinderelas

Ela: Às vezes sinto que não pertenço aqui, como se tivesse nascido do lado errado, na altura errada. As pessoas são as pessoas certas, mas o local, o tempo, a história está toda errada.
J.: Porque a cinderela se sente encurralada num mundo que não lhe pertence e com o qual não se identifica.
Ela: É, parece que sou mesmo cinderela em que sou ao mesmo tempo a madrasta má.

[Cinderela era uma mulher bonita, não vivia assustada, não era exagerada e acordava sempre com os melhores-humores com o tilintar dos pássaros na janela. Eu também acordo com pássaros na janela, até gosto de os ouvir, mas Cinderela era diferente, ela acordava sempre com um sorriso e podia perfeitamente mantê-lo o resto do dia. Cinderela era uma mulher das limpezas, que detestava tarefas domésticas, mas sempre as cumpria sem contestar. Enfim, Cinderela possuía mil e um motivos para ser infeliz, mas nem por isso o era. E não esperava o príncipe, não imaginava sequer que ele escolhesse a pequena princesa das limpezas. ]


Eu vivo constantemente à espera de que o sapato fique para trás e subitamente apercebo-me de que já abandonei vários “sapatinhos” ao longo da vida. Deixei para trás mil sapatinhos de sonhos, que o príncipe não me entregou e que se partiram em mil pedacinhos de cristal. Já sonhei demais e os sapatinhos que fui deixando para trás nunca foram entregues. O cristal partiu-me e eu fui-o restaurando com as minhas lágrimas. E nos sonhos o meu sapatinho vai ficando para trás, na esperança de que o príncipe bom mo entregue.


Pergunto-me se ainda existirão Cinderelas, e subitamente apercebo-me de que, Cinderelas ou não, todas as mulheres deviam ser felizes, com príncipe ou sem príncipe. As mulheres passam pelas mais duras provas, o coração parte em mil pedaços, que restauram a muito custo e que novamente deixam partir iniciando-se um ciclo vicioso de corações partidos. As mulheres sofrem como a Cinderela (que ainda não sei se sofria tanto assim), nas mãos de mil provas madrastas. A todas devia aparecer um príncipe que lhes entreguasse o sapatinho da vida restaurando-lhe definitivamente o coração. Não há finais felizes, definitivamente felizes, mas as mulheres mereciam ser Cinderelas por um bom pedaço da vida, mesmo tendo mau-humor, mesmo sendo exageradas, mesmo detestando tarefas domésticas, mesmo não tendo sapatinho mágico de cristal  inquebrável (porque também existem All Stars ^_^”).

[Pic1 butterfly__by_miss_mosh]
[
Pic2 - Be_a_professional_Cinderella_by_Shinely]

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Monday, April 7, 2008

1, 2, 3… gotas de chuva!

Gotas de chuva batem contra a janela, como pequenos cristais sonoros. Passeiam-se pelo vidro, começam

lá em cima,
acabam, deslizando, 
cá em baixo.


São pequenas gotas parecidas com lágrimas, como se nos dissessem que o ser humano não chora sozinho, que algures alguém chora connosco. Enfim, eu gosto da chuva. A chuva traz com ela uma melodia doce, tocando-a nos nossos vidros e dançando-a nas janelas. A chuva traz preguiça, a chuva traz reflexão, a chuva traz paz e traz tormento simultaneamente. A chuva é assim, um misto de sentimentos, de sensações, como se fosse um catálogo no qual pudéssemos escolher dormir, pensar, sentir dor, sentir preguiça, experimentar chocolate quente, dançar no chuva ou simplesmente ouvi-la. Também gosto do sol, mas a chuva traz algo de diferente, como se fosse enviada do coração de alguém para o nosso.


 Enquanto esperei na chuva e ela me batia no corpo, pensei que nunca tinha realmente dançado à chuva, beijado na chuva, deixar a chuva bater-me naturalmente no rosto. A chuva caía e sentia em mim o vazio de ninguém me recolher dela e ao mesmo tempo a alegria de me deixar acolher por ela. A chuva batia em mim num misto de liberdade com o de frio, era confortavelmente desconfortável e estupidamente agradável.


Lembrei-me que o amor também é assim. É um desconforto que nos agrada, é um conforto que nos dói, é um incómodo desejado e um bem-estar desconfortável. O amor é também como a chuva. O amor tem melodia, bate nos nossos corações como as gotas nas janelas. Arrepia-nos de frio, abraça-nos de alegria. As pessoas gostam de sentir o amor fresco na pele, gostam de senti-lo deslizar nas suas mãos, como se fossem as nossas janelas no temporal.


 


Apetece-nos mergulhar a alma em preguiça, banhar o corpo com um cobertor quentinho, estampá-lo contra o sofá e deixar a chuva cantar para nós, trazendo a doce melodia da sua voz.

Bate leve, levemente, como quem chama por mim.


No sofá, os pensamentos caminham para mim. A preguiça vai enxugando as gotas que encharcaram o coração, numa chuva interior. Lá fora, a chuva continua a sua dança com as ruas, desliza pelas folhas das árvores, limpa as avenidas e algures um namorado protege a amada da chuva, algures uma criança abre o seu guarda-chuva aos bonequinhos, algures um pai abraça a sua filha para a proteger do frio. Algures, numa escola, eu espero no portão  e me deixo acolher pela chuva, que canta para mim, numa melodia que me faz lembrar o amor, um amor que é como a chuva, escorre em mim num misto de sentimentos.


 

Posted by diana in 20:44:02 | Permalink | Comments (8)

Sunday, March 30, 2008

Olfacto - O Cheiro do Amor

(conversa imaginária sobre um amor imaginário)

Ela: Adoro o cheiro do nosso amor.
Ele: O nosso amor tem cheiro? A que cheira o nosso amor?

Ela: Cheira a mim e a ti, cheira a nós. Cheira às maçãs de que foi feito o meu shampoo, cheira ao incenso com que perfumas a nossa casa. Cheira ao meu corpo saído do banho, cheira ao teu rosto depois de barbear. Cheira ao teu perfume discreto e ao meu suave. Cheira às flores daquele jardim que visitamos, cheira à flor que me deste. Cheira ao chocolate quentinho no Inverno, cheira a maresia no Verão. Cheira aos lugares que visitamos. Cheira às minhas roupas acabadas de passar a ferro e às tuas acabadas de tirar. Cheira ao leite que tomo de manhã, cheira ao chá que tu tomas de tarde. Enfim, cheira a mim e a ti, cheira a nós.
Ele: Humm… cheira bem o nosso amor.

O meu coração gostaria de saber a que cheira o teu corpo, em que pedaço de ti encontrar o teu perfume. O meu coração gostava de adivinhar a que cheiram as flores de cerejeira e qual o perfume das flores-de-lótus, porque são flores de referência para ti. Gostava de sentir a fragrância do teu shampoo. O meu coração gostava de saber a que cheiras tu, qual a sensação dos lugares pelos quais passaste, que aromas foi recolhendo a tua experiência.


Gostava de saber de cor os teus aromas, mas não os sei. Gostava de saber de cor os teus perfumes, mas não lhes conheço o nome. Gostava mas não tenho olfacto em relação a ti, não te conheço o cheiro. És como uma orquídea para mim, sem cheiro, sem aroma e o lugar das sensações olfactivas encontra-se vazio de ti. Gostava de conhecer o teu cheiro, para assim o misturar com o meu, nem que fosse no meu imaginário, para juntar a mim mais um pouquinho da tua lembrança.

Posted by diana in 21:14:58 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, March 26, 2008

Perguntas a ti e a mim

Significados soltos. Terei tido algum para ti?


Hoje gostava de saber o que signifiquei. Subitamente apercebo-me de que as pessoas têm cor, têm palavras associadas e eu, eu gostava que me descrevesses as cores com que me pintaste, que me proferisses baixinho as palavras com que me pensaste. Foste pintor e poeta em relação a mim, ou nem por isso? Com que pincéis me pintaste, com que olhos me viste, em que lembrança me guardaste? Que quadro pintaste de mim e que nome lhe deste? Terás pintado o verde dos meus olhos e o seu tom acastanhado, ou preferiste o branco da minha pele? Usaste exactamente a cor clara da minha pele, ou preferiste o negro dos meus cabelos? Ter-me-ás pintado de azul, verde, rosa ou usaste tons de cinzento? De que forma me pintaste? Em que tela esculpiste a minha lembrança? E as palavras com que ilustraste a minha presença, que tipo de palavras eram? Bonitas, feias, pequenas ou compridas? Em que livro da memória me guardaste, em que página, em que parágrafo?


Procuro no espelho as marcas que te serviriam de referência, o meu cartão pessoal para ti e pergunto-me se terás registado alguma na tua mente ou se, para ti, fui apenas uma brisa que passou rapidamente e que depressa esqueceste? Pergunto-me se terei sido como uma chuva violenta ou se terei sido como uma borboleta suave que passou por ti. Pergunto-me que palavras ficaram por dizer, que assuntos não esclarecemos e subitamente apercebo-me de que, em algum dia, signifiquei alguma coisa para ti, nem que fosse a mais mínima e insignificante. Pergunto-me se a tua mente me tirou uma fotografia, como aquelas mesmas que eu costumava comentar quando tu ainda me querias na tua vida. Pergunto-me se num outro tempo e lugar, os nossos caminhos se poderiam ter cruzado de forma diferente e o meu coração insiste que sim. Pergunto-me se te sou indiferente, se fui apenas como uma primavera discreta que passou por ti ou se te fui marcante e as minhas flores primaveris deixaram algum aroma na tua mente. Sei que em algum instante estive em ti, nem que fosse apenas como aquela menina simpática que te comentava as fotos de forma especial. Mas pergunto-me se ainda me guardas com carinho e a dor aperta o coração, porque as perguntas são só perguntas e meras suposições. Pergunto-me o que terei sido para ti…

Posted by diana in 23:27:55 | Permalink | Comments (4)

Resumo solto

[ Comecei um novo amor e o drama em que a minha vida amorosa se transformou parece continuar, sempre à espera dos próximos capítulos. Continuo à espero do dia em que a história se inverta, porque nas novelas e nos filmes, as personagens não estão sempre bem e nem sempre mal. Ela ama ele, ele ama a outra. Saí de um amor impossível e entrei noutro, como foi possível ver-se no post “Apetece-me”. O meu novo amor começou há mais de meio ano, pelo que não é tão novo assim, mas só o aceitei há pouco. É novo, mas parece ter já fim marcado. Ela ama ele, ele ama a outra. E tudo parece ainda mais completo do que isso, há muito mais a separar-nos.]


Posted by diana in 22:24:51 | Permalink | Comments (3)

Monday, March 24, 2008

Gratidão

São as pessoas que nos dão a mão nos momentos difíceis que ocupam a grande parcela da nossa alma. Porque cada momento vivido nesta caminhada valeu a pena, cada lágrima de desespero, cada sorriso de alegria, cada gargalhada de divertimento e cada desilusão. A vida é como um grande puzzle e somos nós quem construímos as nossas próprias peças e depois as encaixamos. Cada lágrima derramada ou detida nos olhos é uma peça importante do puzzle, cada sorriso, cada discussão, cada loucura, cada escolha. E as peças constituem-nos a nós e são esses momentos, essas experiências, essa aprendizagem que fazem de nós aquilo que nós somos enquanto seres, enquanto humanos.

Já dizia Fernando Pessoa: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. A minha alma é suficiente grande para guardar todos os rostos, todos os momentos e tudo valeu a pena. Não guardo ódio por ninguém, tento cultivar amor em vez de rancor. Obrigada a ti, sejas quem for, se me ocupaste um segundo da minha vida. Porque são as pessoas e os momentos que passamos juntos, inclusivé os momentos que passamos a sós connosco mesmos, que nos abrem caminhos, experiências. A vida é uma caminhada de aprendizagem, de sabedoria e qualquer pessoa que se tenha cruzado no meu caminho foi mais um ensinamento para mim. Guardo-os a todos no meu coração e levo-os comigo em cada voo, em cada aventura, porque ninguém é capaz de aprender a voar sozinho isolado. Obrigada, obrigada, obrigada por tudo.

Cada pessoa que passa na nossa vida, cada caminho humano que se cruza connosco, cada pessoa que nos ocupa um pedacinho da nossa vida é importante. É por elas que existe a palavra “gratidão” e é a elas que o meu coração está grato. Porque me sinto grata a cada pessoa que cruzou a minha vida, que, de certa forma, me marcou, às vezes até mais do que pensava. Sinto-me grata por cada sorriso que me deram, por cada lágrima que me enxugaram, por cada palavra que proferiram por mim. Gosto dos meus familiares, dos meus amigos e sinto saudades de todos os que por mim passaram de forma passageira. Sinto nostalgia dos rostos que cruzaram o meu caminho e seguiram rumos diferentes dos meus, mas trago a sua lembrança no coração, num lugar onde cultivei os ensinamentos da gratidão. Sinto apreço por todos os que caminham ainda a meu lado e por todos os que, de certa forma, já são uma parte bem viva de mim. Família, amigos, colegas de turma, companheiros, conhecidos, professores, um cantinho no meu coração é vosso, porque a gratidão pelos momentos vividos juntos não me deixa esquecer-vos, nem eu vos quero esquecer, nunca!

Posted by diana in 23:04:11 | Permalink | Comments (2)