Monday, July 31, 2006

Eu… e os mistérios da noite

MEDO

A noite nunca foi do meu agrado, sempre me inspirou um pouco de medo.

A noite mergulha-nos num silêncio forçado. Sempre vivi com a alma em mistério, em silêncio, o silêncio acalma-me e faz-me reflectir, encontrar um caminho e desvendar os olhos. Sim, gosto do silêncio, mas do meu silêncio, e não do que a noite me impõe. A noite traz os receios, e obriga-me a pensar em coisas más, para mim a noite mostra desencorajamento. Na noite sinto-me desprotegida, e sim, é na noite que mais sinto a solidão. Na noite sou vulnerável, tocável, dispo-me da corajem e fico nua de mistérios, porque a noite me mostra fracassos, me mostra a solidão mais sentida. No escuro, como se com os olhos vendados, numa

cama imóvel, mergulhada num silêncio que não é meu, sem nada puder fazer, sinto-me longe, isolada do mundo, e parece que a noite me confronto com os piores medos, me mostra o futuro como um fracasso e o passado como algo distante mas muito mais sentido do que na luz de um dia. A noite faz-me chorar, com medo de não sei o quê, a noite faz-me reflectir sobre o que não quero, faz-me ver situações que não desejo.

[Pic1 – Sailor Moon (Navegantes da Lua]
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Friday, July 28, 2006

Coração de papel

Sou como armário….

      fechado,

           misterioso,

                    resguardado.

Como qualquer armário,
Agrado a uns, desagrado a outros,
Sou indiferente a quem não precisa de mim.


Sou como um armário numa loja

Misturado entre todos os outros armários,

Escondo os podres,

Mas por vezes também não reparam nas qualidades,

Espero alguém que repare em mim,

Que consiga ver-me entre os outros armários,

E que saiba ver os misterios por detrás das portas,

Que veja em mim o que resguardo.


 

Resguardo em mim sonhos,
Resguardo dores,
Tormentos, remorsos
Culpa e mais sonhos.
Dentro de mim, fechados,
Guardo sonhos que disfarçam cicatrizes de dor,
Como a tinta disfarça a falsa madeira. 

 

De trás de todo vejo “armários” nas “montras”
E sei que um dia hei-de ter um espaço meu,
Com alguém que me ame e saiba pagar o preço,
Com um “dono” que saiba tirar tudo do armário.  

 

E eu, armário discreto,
Aguardo nessa pequena lojinha,
Observo os armários da montra,
Desinibidos, que brilham.
E lá, discreto, mas lá…
Lá, eu aguardo a minha vez, 
A minha vez de ser descoberta,
A minha vez de
ser feliz.

[Pic1 – Crónicas de Nárnia]

[Pic2 - Be_different__by_emca] 

Posted by diana in 15:13:31 | Permalink | No Comments »

Monday, July 24, 2006

Ciúme vem, ciúme vai…

anamar.blogs.sapo.pt/


 

Já falei a mim mesma que o ciúme não leva a nada. Já me avisei de que não iria ter ciúmes. Mas como não posso desejar tanto vê-la, a ela de quem ele já falou tanto? A única coisa que pedi foi ver uma foto dela, já guardei mil perguntas que o meu coração quer à força fazer-lhe sobre ela, mas uma foto também não deve ter mal, ou tem? Eu entendo, entendo que esteja no direito dele de não mostrar, entendo até que não o queira fazer para me proteger do que eu possa pensar, contudo só me deixa mais equivocada e fico a remoer por dentro, a imaginar mil imagens, a traçar mil possiveis raparigas. Quero vê-la porque quero ver se é bonita. Quero vê-la porque ela lhe deixou uma marca no coração. Quero vê-la porque ele me falou nela. Quero vê-la porque ela foi importante. Quero vê-la porque ele não mostrou e hei-de vê-la sem que ele ma mostre (questão de amor-próprio ou orgulho, ou até birra).

Eu vou tentar não ser ciumenta. No fundo acho que não é ciúme, acredito que é mera curiosidade, querer saber como foi a relação, mas nem isso eu lhe perguntei por mais que queira saber. Apenas lhe pedi uma foto, não que ma desse, só que me mostrasse por um simples segundo, porque no fundo só quero mesmo vê-la, tirar a teima de mim. Mas vou tentar sim. Vou controlar-me porque mais do que o saber, eu sinto a sinceridade e o amor dele por mim.

 
Posted by diana in 17:19:08 | Permalink | No Comments »

….Morte…

O que leva alguém a desejar a morte? Será ela algo tão vulgar que as pessoas a evoquem quando simplesmente lhes faltam forças? Acho algo injusto para quem morre todos os dias sem o desejar, para todos os que têm razões para morrer mas mesmo assim lutam pela vida. Será que a dor é tanto no mundo que as pessoas queiram sair dele? Como conseguem ter coragem para fazê-lo? Como largam assim os sonhos, a vida? Como não há sentido? Há sempre um sentido, há sempre um sonho, desde que haja vida… Dói ouvir falar em morte. Como é que as pessoas não conseguem ter medo? Ela pode tirar-nos tudo, passamos uma vida inteira a sonhar e a lutar por algo que queremos, vivemos a conquistar o amor e a felicidade, conseguimos, e de um momento para o outro a morte pode tirar-nos tudo, sem dó nem piedade.

Quanto a mim, a morte assusta-me profundamente. Ela pode tirar-me tudo o que sempre admirei na vida, pode tirar-me as pessoas, a tranquilidade, pode inutilizar os bens materiais a que me apeguei, pode reduzir a 0 tudo por que sempre lutei, pode acabar com todos os meus sonhos, com a minha vida…. Para mim ela nunca surgirá como uma saída, porque por pior que seja a vida, desde que haja algo que nos prenda ao mundo não há nada que me leve a isso e a vida é uma razão mais que suficiente para nos prender ao mundo. Havendo vida há sempre algo que nos mantenha com vontade de viver, nem que seja a esperança num sonho que nunca se há-de realizar, nem se seja um simples “e se fosse assim?”.

Posted by diana in 16:33:10 | Permalink | No Comments »

Monday, July 17, 2006

Será pecado?

 

É pecado querer alguém desse jeito?

É pecado imaginar essas coisas?

E se for sem maldade, sem malícia, pura curiosidade?

 

 

Posted by diana in 20:54:06 | Permalink | No Comments »

Tentação

Porque não resisto à tentação? Será assim tanto pedir a mim mesma que conserve a minha inocência e pureza? Porque sinto tanto desejo? Eu sei que é normal, mas tão cedo? A verdade é que o desejo, imagino-me nos braços dele, as mãos doces tocando-me e com delicadeza tirando-me as roupas, os lábios dele a tocarem-me com prazer e dentre eles sair suspiros de amor por mim. Quero ouvir as pequenas pancadas do coração dele com o rosto repousado no peito dele e com a mão dele a afagar os meus cabelos. Quero enrolar-me no corpo dele, os meus pés a roçar nos dele, as minhas mãos apoiadas nas costas fortes e masculinas dele, apoiadas com força.

Posted by diana in 18:49:47 | Permalink | No Comments »

Dorme comigo, meu amor…

Quando acordo com o sol no rosto, apercebendo-me da luz espalhada no meu quarto, tudo o que desejo é tê-lo a meu lado. Gostava de dormir com ele, sem nada de impuro ou insensato, sem “indecências”, só dormir. Que sensação fantástica seria tocar-lhe as mãos e adormcer com a mão dele dada na minha, entre os lenções aconchegada. Se tal acontecesse dormiria com os anjos e se acordasse a meio da noite ficaria lá, a contemplá-lo no sono, e deitar-me-ia a seu lado, dando-lhe um beijo discreto nas costas fortes de homem, e sobre elas voltaria a adormecer. De manhã acordaria com o sol, e sentir-me-ia feliz por o ter ali a meu lado para me proteger de algo que eu não sei o que é.

Posted by diana in 18:45:26 | Permalink | No Comments »