Tuesday, August 21, 2007

Pressentimento…

Há dias que ando com um mau pressentimento. Olho para a lua e parece que vejo um sinal oculto nela, parece que ela traz um mau presságio. Tenho medo, estou assustada. Tenho medo da morte. Sinto o coração apertado, inquieto. Sinto-me assustada, com o coração agitado, triste. É como se algo de mau fosse acontecer. MEDO. Sempre o medo na minha vida. Mas agora é diferente. Sinto tanto medo da morte, de deixar para trás tudo o que fui e quero ser, tudo o que fiz e ainda quero fazer. Mau pressentimento? Subitamente sinto-me mais calma. Continuo assustada, mas mais calma, menos inquieta. Mas o medo persiste. Talvez seja imaginação, loucura. Talvez sejam apenas pressentimentos… ou não? Tenho tanto medo.

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Wednesday, August 15, 2007

Uma súplica, um pedido… a DEUS

 

Fala-me em todos os silêncios,

Acompanha-me em todas as solidões

Sorri-me em todas as lágrimas,

Estende-me a mão em todos os momentos,

Oferece-me a tua lanterna em todas as escuridões,

Abraça-me em todos os momentos,

Caminha comigo sobre todos os solos,

Alerta-me em todos os perigos.

Protege-me…

Protege todos os que eu amo

Protege toda a minha família

Protege os meus 5 melhores amigos

Protege o meu “anjo”

Protege todos os que eu já prejudiquei

 

  

Desculpa se por momentos me distancio,

Mas sinto-me tão perdida…

Desculpa se por momentos questiono,

Mas sinto-me tão confusa…

Desculpa se não consigo entender,

 Mas não sei distinguir os teus sinais.

 

Mas… no fundo acredito, no fundo amo-te, no fundo sinto-te.

Porque na verdade, sempre que choro, acabo por acalmar e por sentir uma mãe (a Tua) sobre os meus cabelos.

  

Perdoa-me todos os meus erros,

Perdoa-me todas as minhas dúvidas,

Perdoa-me todo meu receio,

Perdoa-me se a fé escassa.

 

  

Mostra-me o caminho,

Mostra-me a tua paz,

Mostra-me o teu sentido,

Mostra-me a felicidade.

Preciso de ti,

Sei que não me abandonas, mas peço na mesma:

Não em abandones.

Limpa as minhas lágrimas,

Seca as feridas do meu coração,

Tira esta dor da minha alma,

Arranca estes espinhos de mim.

Mostra-me o teu caminho.

 

E obrigada,

Porque alguém me disse que para ti sou única.

 

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Friday, August 10, 2007

Dispenso… ou não?

Pedir

                A mim

                               A ti

                                               A Deus

                                                               Ao Mundo

    

Pedir… Pensei escrever neste post aquilo que realmente desejo. Escrever o que me faria mais feliz. Até que percebi que o que me faria mais feliz não é ter o que não tenho, mas não ter o que tenho. Confuso? Talvez…  Então vou mudar o objectivo  deste post e escrever aquilo que dispensava

                Não em ti

                               Não no mundo

                                               Não em Deus

                                                               Mas em mim, no meu mundo, no meu Deus

 

Dispensava todo o pessimismo, todo este modo de ser depressivo, toda a minha capacidade de indecisão, toda a minha capacidade de ser inconveniente para as pessoas, a minha grande aptidão para ser mal-humorada e maldosa num momentos, para me arrepender e sofrer no momento seguinte. Dispensava as correntes que me prendem à tristeza, estes nervos miudinhos, esta capacidade de não desabafar, esta capacidade de irritação e os pólos oposto que há em mim. Isto eu dispensava.

No entanto, acredito que as qualidades se podem tornar defeitos e os defeitos podem tornar-se qualidades. Tudo tem o seu peso certo,  a sua medida exacta. Talvez o meu grande problemas seja não saber a medida exacta.

  

 Porque, no fundo, isso que eu dispensava é o que eu sou. Talvez dispensar isso seja dispensar-me a mim mesma. Porque, no fundo, é tudo o que sinto (bom ou mau) que faz de mim o que sou e, apesar de toda a tristeza, depressão, sofrimento que abafo em mim, é exactamente isto que eu sou. Porque talvez se eu não chorasse tanto, talvez se eu não tivesse nervos miudinhos, talvez se eu não fosse tão introvertida e resguardada, talvez então, eu não fosse eu. Aprendi a amar a dor. A dor é o que sou, pelo menos por enquanto. É a dor que me conduz, que gera mais dor, mas é ela aquilo que eu sou. Talvez se eu não valorizasse tanto a dor enquanto enlouqueço, talvez aí eu não fosse o que sou.

E eu quero ser exactamente o que sou…

            

Então, talvez aquilo que eu dispenso, talvez seja aquilo que eu ame e sou. Talvez eu queira dispensar uma dor a que já me acostumei, talvez eu queira dispensar uma dor que aprendi a amar, talvez eu queira dispensar uma dor que já é pedaço do meu corpo. Porque, no fundo, eu romantizo a dor, apesar dela quase me destruir.

Confuso? Ninguém disse ser fácil. A dor não é fácil.

Posted by diana in 22:34:15 | Permalink | No Comments »

Wednesday, August 8, 2007

Saudade aperta…

Saudade… contrariedade do amor… ou cúmplice? O amor terá pacto com a saudade, tal como tem com a loucura? Talvez, não duvidaria disso. O amor é complexo, tem pactos com coisas que não imaginamos. E, graças a este amor, a saudade vem e abraça-me. Estranho, não é meu anjo? Eu desejei tanto que fosses tu a abraçar-me e, afinal, é a maldita saudade que me abraça. Abraça-me com o sabor da dúvida, da incerteza, com um sabor amargo que me faz amar-te ainda mais e duvidar-te também mais.

 

 

 

Sabes meu, doce, a saudade mata. Mata um pedaço de mim, um pedaço de ti, um pedaço de nós.  A saudade é traiçoeira… leva o doce sabor das lembranças boas, mas persiste em deixar ficar as más. Por isso duvido, horrivelmente duvido. Já não sei o que é melhor para nós, já não sei sequer em que acreditar. A saudade mostra que o amor pode não ser fiável. A saudade não me dá a segurança das tuas palavras doces… Duvido, desculpa.

 

Saudade traiçoeira, maldosa.

 

Já não conto os meses que o nosso amor concretiza, já não conto as palavras que ficaram por dizer. Apenas penso… cada 4 de cada mês pode ser mais um passo para o abismo, para o NOSSO abismo. Louca? Talvez, às vezes sinto-me assim. Já não sei. Preciso do conforto das tuas palavras… só elas me dão a segurança que não tenho, sem elas… tudo é dúvida, tudo é abismo.

 

 

Posted by diana in 21:48:29 | Permalink | Comments (1) »

Monday, August 6, 2007

Traduzindo o coração.

Ontem estive a pensar…

Se existem tradutores de línguas, até das mais absurdas línguas,
Se há sempre quem nos ensine inglês, espanhol, francês, português…
   
Então…
Porque não há quem nos ensine a linguagem do coração?
  
    
Porque é que, havendo tantos tradutores de línguas,
Não vêm os corações também com um tradutor ou com um livro de instruções?
    
Que linguagem é essa que tão pouca gente sabe traduzir?
   
Ou então… seremos nós mesmos os tradutores do nosso coração?
   
  
            
     
   
Isso de traduzir o coração não é nada fácil… começo a crer que é impossível. Talvez a linguagem do coração seja incompreensível. Cabe a nós explicá-la e traduzi-la, mas nem os sábios sabem realmente o que os corações dizem.
  
  
Os corações são meninos caprichosos, mimados, sensíveis, fracos. Podem ser fortes, maus, bons… Mas nunca compreensíveis. O meu coração é o de uma menina-mulher, sensível, sofredora, incapaz, que faz tudo errado… que magoa o coração com medo de magoar-se.
  
Queria um tradutor que o conseguisse traduzir. Seria bom se um tradutor nos dissesse:
  
“O coração quer isto… o coração quer aquilo.”
“Isto é bom para o coração.”
“O coração vai sofrer com isto, o coração vai ficar feliz com aquilo”.
  
  
     
Seria tudo bem mais fácil, não seria mesmo? Talvez aí houvesse felicidade!
TRADUTOR… Conseguirei eu algum dia traduzir o meu coração?
E tu? Conseguirás traduzir-me, palavra por palavra, letra por letra, palmo por palmo. Não sei. O meu coração é como uma porta: tudo dentro dele me grita,me pede socorro, mas eu não tenho a chave para o abrir. O coração… bicho-do-mato, coisinha ruim. Tradutor, alguém tem?
  
Posted by diana in 13:53:25 | Permalink | No Comments »

Wednesday, August 1, 2007

Às minhas 5 pestes…

 Hoje quis escrever algo mais positivo, neste pequeno jardim de queixumes e lamechices.

Procurei no dicionário a palavra “positivismo” e “optimismo” e o dicionário disse-me que eram apenas estados de espírito. Não gostei. Não quero saber o que é, mas sim onde está. Pensei em tudo o que era positivo

Procurei a estrela mais brilhante…

Procurei a flor mais colorida….

Olhei o sol em busca do que queria …

O sorriso mais amoroso…

A gota de oceano mais fresca…

Procurei a palavra mais doce

MAS NÃO ENCONTREI O QUE QUERIA.

Eu queria tudo isso apenas numa palavra, num simples palavra. Então, aborrecida, refugiei-me no coração. E, depois de procurar por todo o mundo, descobri o que queria exactamente no meu coração. Estava lá guardada. E o coração disse:

                És a estrela mais bonita no céu deles e roubariam o brilho das estrelas para to dar.

                Eles abrem-te o coração como a primavera abre as flores e alegram-te com as suas cores, espalhando na tua vida o doce perfume da sua presença.

                Eles iluminam a tua vida com a luz do seu coração. Às vezes dão-te directamente essa luz que te ilumina (como o sol dá de dia), outras vezes fazem-no sem que percebas (como quando  o sol manda a lua de noite).

                Eles sorriem-te todos os dias através de todas as adversidades, mesmo quando não retribuis o sorriso.

                Eles refrescam o teu coração sempre que te metes em confusões, com uma única palavra (como uma gota no oceano).

                Eles não têm uma palavra para ti, têm muitas:

amor

sonho

confissão

presença

solidariedade

dor

lágrimas

incentivo

Eles amam-te, por isso sonham contigo e confiam os teus sonhos a Deus, são anjos presentes na tua vida, solidários quando alguma coisa dá errado. Quando isso acontece eles sentem a tua dor, choram contigo e incentivam-te a voltar a sonhar.

 

o que procurava era a…

AMIZADE

(aos 5 melhores amigos do mundo)

Posted by diana in 22:14:29 | Permalink | Comments (2)